Foco no Mercado

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Sobre o Autor

Adriano Araújo, 35 anos, economista e MBA em Gestão Empresarial. Carreira construída na área de Recursos Humanos, desde meu ingresso no mercado de trabalho, em 1990, com atuação nas áreas de Remuneração, Administração de RH, Planejamento de RH, Treinamento e Recrutamento e Seleção. Grande expertise em projetos de start up de empresas nacionais e multinacionais, por diversas regiões do país. Nestes 19 anos, minha carreira foi desenvolvida em empresas como ENGEA, GRUPO AMIL e GRUPO FOCO.

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aaraujo@grupofoco.com.br

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    Tigre cresce no Equador e avalia mais aquisições

    Após anunciar ao mercado a aquisição da fábrica e dos ativos de produção da Israriego, no Equador, a Tigre já foca em novas aquisições no exterior. Estão previstos R$ 200 milhões este ano em ampliação da capacidade produtiva e novas fábricas – sem descartar investimentos no Brasil.

    Com a aquisição da Israriego no Equador, a Tigre vai incorporar 8% de participação no país e passará a deter 18% de fatia de mercado. A empresa era controlada pela Plastro, recentemente comprada pela Deere & Co.

    A Tigre possui hoje 12 fábricas no exterior, concentradas no continente americano, e mantém negócios com mais de 40 países, que representam 25% de seu faturamento anual.

    Com a aquisição, a Tigre avança na disputa com grupo Mexichem, que detém a Amanco. A empresa tem a liderança no mercado mexicano e de grande parte da América Latina, onde está presente em 14 países e possui 50 mil pontos de venda.

    Camargo Corrêa monta fábrica em Angola

    Em sua estratégia de expansão internacional no negócio de cimento, o grupo Camargo Corrêa definiu parceria esta semana em investimento superior a US$ 400 milhões para erguer uma fábrica em Angola, país africano onde tem grande atuação em obras de construção pesada e imobiliárias.

    Em Angola, a controlada Camargo Corrêa Cimentos (CCC) terá como sócios no empreendimento a Escom, braço de investimento do grupo português Espírito Santo, e o grupo angolano Gema.

    A joint venture Camargo Corrêa Escom terá 60% do projeto e a Gema os 40% restantes, explicou ao Valor, de Lisboa (Portugal), José Édison Barros Franco, presidente do conselho da CCC e diretor-executivo do grupo.

    Com capacidade de produção de 1,6 milhão de toneladas por ano, a fábrica será instalada em Lobito, cidade ao sul da capital Luanda, na província de Benguela. O investimento vai contemplar ainda um terminal portuário e geração de energia.

    BR e Target fecham parceria de R$ 140 milhões


    A Target Brasil (Tecnologia Aplicada ao Risco e a Gestão de Transporte), subsidiária da Target Américas, grupo sediado na Argentina, fechou um contrato de R$ 140 milhões por cinco anos com a BR Distribuidora, que pertence à Petrobras, para o gerenciamento preventivo de acidentes em transporte de produtos perigosos.

    Uma equipe com 330 pessoas, entre eles 70 psicólogos, será responsável pela implementação de processos e tecnologias apropriadas para o gerenciamento dos riscos. Por meio de um software, os dados colhidos são transformados em um relatório online para todas as áreas, com o objetivo de integrar o setor de logística e comercial, mostrando os riscos e condições de viagem dos caminhões.

    Como boa parte das causas dos acidentes está relacionada aos fatores humanos, um dos principais focos do trabalho da Target Brasil é o motorista, o que justificam os psicólogos.

    A parceira entre as duas empresas ocorre desde 2005, quando a Target era responsável pelo gerenciamento de transporte na Petrobras Energia S.A., na Argentina, resultando em zero acidente fatal nos últimos cinco anos. O novo acordo entra em vigor a partir de domingo.

    Portugal Telecom comprará 22% da Oi

    A Oi anunciou nesta quarta-feira uma aliança com a Portugal Telecom, na esteira do processo de venda da participação na Vivo detida pela empresa ibérica para a Telefónica. A aliança prevê que a Portugal Telecom terá uma participação final, direta e indireta, de 22,4% no grupo Oi e que a empresa brasileira terá até 10% da Portugal Telecom.

    A Portugal Telecom vai comprar participações minoritárias em dois acionistas controladores da Oi, a AG Telecom, do grupo Andrade Gutierrez e a La Fonte Telecom, do grupo Jereissati.

    A empresa portuguesa também vai comprar 10% de participação direta na Telemar Participações, controladora da Oi, por R$ 4,24 bilhões.

    A operação de aliança envolve também propostas de aumento da capital da Telemar Participações e da Tele Norte Leste no valor de R$ 12 bilhões cada, mediante emissão de ações ordinárias e preferenciais.

    Com as operações, a Oi terá direito a participar do conselho de administração da Portugal Telecom, enquanto a portuguesa também terá direito a um representante no Conselho da companhia brasileira.

    Lucro do Bradesco aumenta 4,7% no 2º trimestre

    O Bradesco terminou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2,405 bilhões, valor 4,7% superior aos R$ 2,297 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. O resultado ficou pouco acima da expectativa de analistas, que esperavam um resultado em linha com o de 2009.

    O lucro líquido ajustado, que desconsidera fatores extraordinários como efeitos fiscais e alienações de ativos, foi de R$ 2,455 bilhões.

    Em 30 de junho, os ativos totais do banco estavam em R$ 558,1 bilhões, com expansão de 15,7% sobre junho de 2009. O patrimônio líquido subiu 18,8% nessa comparação, para R$ 44,295 bilhões.

    No acumulado do primeiro semestre, o banco apurou lucro líquido ajustado de R$ 4,600 bilhões, sendo R$ 3,198 bilhões originados das atividades financeiras e R$ 1,404 bilhão, das atividades do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência.

    Lucro da DuPont quase triplica no 2º tri com fortes vendas

    A DuPont informou nesta terça-feira que seu lucro no segundo trimestre quase triplicou em decorrência de uma expansão de vendas de dois dígitos em todos os cinco segmentos em que atua.

    O lucro líquido da terceira maior fabricante de produtos químicos nos Estados Unidos cresceu para US$ 1,17 bilhão, ou US$ 1,26 por ação.

    A receita da empresa aumentou em 25,6%, para US$ 8,62 bilhões de dólares, contra previsão de analistas de US$ 8,27 bilhões.

    A DuPont elevou sua previsão de lucro em 2010 para entre US$ 2,90 e US$ 3,05 por ação, excluindo itens extraordinários. Anteriormente, a companhia previa ganho de US$ 2,50 a US$ 2,70 por ação. Já a estimativa de analistas aponta para lucro de US$ 2,64 por ação este ano.

    As ações da empresa subiam 2,1%, a US$ 39,80 dólares, no pregão eletrônico.

    Caixa Seguros e Tempo estão em negociação

    A Caixa Seguros e a Tempo Assist, holding com negócios nas áreas de saúde, odontologia e prestação de serviços para seguradoras, estão em negociações para vender planos de saúde nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF).

    A Tempo Assist é dona da Gama Saúde e da seguradora de saúde do Unibanco, adquirida em setembro do ano passado. A idéia seria criar um terceiro plano de saúde para ser comercializado no balcão das agências da Caixa Econômica Federal para os clientes do banco.

    Nessa operação, a Tempo Assist seria a responsável pela administração desses novos planos de saúde. A holding, da qual a GP Investments tem 28,4%, já tem experiência em gerenciamento de planos de saúde vendidos em bancos.

    Desde 2003, a Tempo é a responsável pela carteira de seguro saúde do Unibanco, que conta com 70 mil beneficiários.

    Sabesp monta parceria para atuar no tratamento de esgoto industrial

    A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) e a gestora de resíduos industriais Estre Ambiental se uniram para atuar em um novo mercado, o de tratamento de esgoto industrial.

    O acordo já foi fechado e as empresas devem formar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) dentro de duas semanas, com 45% de participação da Sabesp e 55% da Estre.

    Será construída uma estação de tratamento especializada em efluentes líquidos da indústria na zona Norte da capital paulista, na Vila dos Remédios. A operação comercial deve começar em outubro de 2012.

    Volvo teme superaquecimento provocado pelos emergentes

    Volvo, segunda maior fabricante de caminhões do mundo, vê com bons olhos uma desaceleração da economia chinesa e outros mercados emergentes, em meio às preocupações com um possível superaquecimento.

    O executivo-chefe da companhia, Leif Johansson, disse preferir que as grandes economias em desenvolvimento tivessem registrado “um pouco menos de crescimento” no segundo trimestre, quando as vendas aumentaram 89% na América do Sul e 75% na Ásia, em comparação ao mesmo período do ano passado.

    O lucro líquido da Volvo somou 3,2 bilhões de coroas suecas (US$ 437 milhões) no segundo trimestre, comparado ao prejuízo de 5,6 bilhões de coroas no mesmo período de 2009. As vendas subiram 27% para 68,8 bilhões de coroas.

    A Volvo voltou a ter lucros no primeiro trimestre, após cinco trimestres seguidos de prejuízos.

    Caterpillar revê sua previsão de vendas

    A Caterpillar, maior fabricante de equipamentos de construção do mundo, elevou ontem suas previsões de lucro para o ano com base na maior demanda em países em desenvolvimento, por equipamentos de mineração, energia e ferroviários.

    O lucro do ano ficará entre US$ 3,15 e US$ 3,85 por ação, contra a previsão anterior de US$ 2,50 a US$ 3,25. O lucro líquido do segundo trimestre foi de US$ 1,09 por ação.

    A companhia está investindo quase US$ 700 milhões na produção de escavadeiras hidráulicas e na ampliação da produção de caminhões.

    O lucro líquido do segundo trimestre foi de US$ 707 milhões, crescimento de 91% sobre os US$ 371 milhões apurados no mesmo período do ano passado, enquanto as vendas cresceram 31% para US$ 10,45 bilhões. As vendas anuais devem ficar entre US$ 39 bilhões e US$ 42 bilhões.