Foco no Mercado

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Sobre o Autor

Adriano Araújo, 35 anos, economista e MBA em Gestão Empresarial. Carreira construída na área de Recursos Humanos, desde meu ingresso no mercado de trabalho, em 1990, com atuação nas áreas de Remuneração, Administração de RH, Planejamento de RH, Treinamento e Recrutamento e Seleção. Grande expertise em projetos de start up de empresas nacionais e multinacionais, por diversas regiões do país. Nestes 19 anos, minha carreira foi desenvolvida em empresas como ENGEA, GRUPO AMIL e GRUPO FOCO.

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aaraujo@grupofoco.com.br

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    Amil acelera integração com Medial

    Após menos de quatro meses da aquisição da Medial pela Amil, observa-se um ritmo acelerado na integração das duas operadoras de planos de saúde, que fecharam o ano passado com receita de R$ 5 bilhões e 5,1 milhões de clientes.

    A Amil ficou com 97,6% do capital da Medial e, consequentemente, conquistou poder para mexer na casa comprada. Uma de suas primeiras ações foi colocar 30 executivos dentro da Medial para analisar como operava a ex-concorrente.

    A radiografia feita pela Amil mostrou que os preços médios praticados pela Medial em contratos corporativos, no ano passado, eram de R$ 100,5 – abaixo dos R$ 117,2 da Amil.

    A expectativa da Amil é que, em dois anos, a integração com a Medial esteja consolidada e  economia de gastos fique entre 150 e 200 milhões de reais até 2012.

    Fiat insiste em negar defeito em veículo

    O presidente da Fiat, Cledorvino Belini, negou ontem que haja qualquer tipo de defeito no Fiat Stilo, apesar do registro de 30 acidentes com mortes realizado pelo DPDC, que teriam sido causados pelo desprendimento da roda traseira do veículo.

    A Fiat foi multada em R$ 6 milhões e obrigada pelo governo a fazer recall do automóvel, mesmo depois de ter negado por mais de 13 vezes que não havia problema com o veículo.

    O Ministério da Justiça determinou o reparo em rodas nos modelos Fiat Stilo fabricados a partir de 2004. Belini afirmou que a empresa determinará em breve a realização de recall para a substituição do cubo da roda traseira do modelo em questão, nos casos em que o veículo se enquadrar na decisão dos órgãos oficiais.

    A Secretaria de Direito Econômico (SDE) enviou o processo ao Ministério Público para apurar as responsabilidades criminais.

    Empresas chegam a dobrar o lucro em ano de retração

    Os números consolidados de 88 balanços de companhias abertas mostra que a crise foi cruel com os setores de aço e minérios em 2009. Foi perdido o equivalente à receita líquida de todo o setor de alimentos com capital aberto.

    O faturamento líquido consolidado das demais companhias aumentou 11,6% e o lucro líquido quase dobrou, chegando a R$ 34,5 bilhões.

    No total, o conjunto das 88 companhias teve queda de 2,3% no faturamento e de 7,2% no lucro líquido.

    Por outro lado, as companhias de alimentos aumentaram as vendas em 20%, as de varejo em em 24% e as de material de construção em 52%. Em relação às varejistas, a Hering expandiu sua receita líquida em 40% e a  Marisa apresentou crescimento de 7,4% na receita líquida.

    Os administradores buscaram ganhar eficiência interna durante a crise, para ampliar a lucratividade.

    EUA querem negócios, não guerra

    Uma delegação brasileira irá aos EUA em maio para analisar as operações das empresas de encomendas expressas.

    “Queremos fazer negócios, não guerra”. Esse foi o tom das conversas do emissário de Barack Obama com os ministros do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, e também com o secretário-geral do ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmerman.

    Uma delegação americana virá ao país para tentar demover o Brasil da decisão de aplicar sanções contra empresas dos EUA em retaliação a subsídios aos produtores americanos de algodão. O objetivo é evitar o conflito, com a ideia de que numa guerra comercial ninguém ganha.

    Anac redistribui os horários em Congonhas

    Foi realizada pela Anac a redistribuição dos horários de pouso e decolagens do Aeroporto de Congonhas. Do total de 355 “slots”, apenas 202 foram escolhidos por seis companhias aéreas que participaram do sorteio. Os 153 restantes podem ser incluídos em uma próxima sessão ou disponibilizados para ser utilizados de acordo com a demanda.

    O resultado ainda precisa ser publicado no Diário Oficial da União (DOU) para entrar em vigor, após homologação da diretoria da Anac. Em seguida, as empresas têm 30 dias para começar a utilizar os horários. Esse prazo, no entanto, pode ser estendido por mais 30 dias, principalmente por causa das três companhias que ainda não atuam no aeroporto.

    O principal benefício da redistribuição, para a Anac, é o aumento da concorrência e a esperada diminuição dos preços das passagens. O fato de novas empresas passarem a atuar no aeroporto e outras elevarem a participação faz com que os preços tenham uma tendência a cair, favorecendo o consumidor.

    Cresce a diferença salarial em cargos de nível superior

    Um estudo do IBGE revelou ontem, no Dia Internacional da Mulher, que completar o nível superior não garante às mulheres a equiparação salarial aos homens.

    Segundo dados divulgados pelo Instituto, a diferença salarial para os homens aumenta, sim, diante de mulheres com mais anos de estudo, mas a escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos recebidos por homens e mulheres.

    O estudo “Mulher no mercado de trabalho: Perguntas e respostas”, feito com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de 2009, informou que, no setor comercial, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a favor dos homens. Já na comparação entre empregados com nível superior, a diferença vai a R$ 1.653,70.

    As mulheres inseridas no mercado de trabalho são mais qualificadas do que os homens. Do total de mulheres ocupadas, 19,6% têm nível superior completo, enquanto apenas 14,2% dos homens estão nessa mesma situação.

    Hypermarcas compra York e Sanifill

    A Hypermarcas anunciou a compra de 100% do capital social da fabricante de produtos de higiene pessoal da marca York, por R$ 100 milhões, e da dona da marca Sanifill, a Facilit, por R$ 79 milhões.

    O negócio inclui todos os ativos da York, que em 2009, apresentou receita líquida de R$ 63,3 milhões.

    A Facilit teve em 2009 receita líquida de R$ 63,3 milhões. Dos R$ 79 milhões, 60% serão pagos à vista e o saldo restante será dividido em cinco parcelas anuais corrigidas pelo CDI.

    Segundo a Hypermarcas, as compras complementam a estratégia de adquirir marcas e ativos do setor de produtos de beleza e higiene pessoal.

    Brasil se torna exportador de profissionais

    Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado no mundo dos negócios e passou a ser exportador de profissionais em áreas de referência, como Publicidade e Finanças.

    Diversos profissionais, mesmo não estando ligados a uma multinacional, têm sido chamados a trabalhar fora do país. Porém, a tendência é de que eles voltem em busca de emprego, já que a crise afetou globalmente o mercado também no exterior.

    Ete é um bom momento para fazer carreira no Brasil, principalmente porque a diferença em salário não é sentida a ponto de isso pesar na decisão. Pode haver diferença em qualidade de vida, mas a decisão está muito mais ligada à satisfação profissional do que ao salário.

    Globo Comunicação e Participações cria companhia com o Grupo RBS

    A Globo Comunicação e Participações e o grupo gaúcho RBS fecharam ontem uma associação para criação de nova companhia, que vai atuar de forma independente e será voltada para promoção, produção e realização de eventos em esportes, entretenimento, educação, on-demand e feiras.

    Em relação à divisão da sociedade, a Globo Comunicação e Participações terá 60%, enquanto o grupo RBS terá 40%. O nome da empresa ainda não está definido, mas o investimento está previsto para R$ 240 milhões

    A companhia será sediada em São Paulo e não foi divulgado quem será o seu principal executivo.

    Braskem reforça seus planos de expansão

    A Braskem terá o ano de 2010 como decisivo para o movimento de expansão. A empresa prevê investir R$ 1,1 bilhão este ano, valor que não inclui as recentes aquisições feitas, como a Quattor e a Sunoco.

    A Braskem encerrou o quarto trimestre de 2009 com prejuízo líquido de R$ 893 milhões. No mesmo período de 2008, auge da crise financeira global, as perdas atingiram R$ 2,138 bilhões.

    Os dados consolidados de 2009 mostram que a receita líquida ficou em R$ 15,248 bilhões, recuo de 18% sobre o ano anterior. A empresa encerrou o ano com lucro líquido de R$ 917 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 2,457 bilhões de 2008.

    Os custos operacionais da companhia deverão aumentar este ano, considerando o atual cenário do mercado.